Caminhão fora de estrada: quando utilizar?

Caminhão fora de estrada: quando utilizar?

O caminhão fora de estrada é um dos equipamentos mais robustos da indústria de mineração. 

O equipamento pode operar em diferentes faixas de peso – é possível encontrar caminhões capazes de carregar até 400 toneladas de minério em uma só viagem e veículos que transportam 25 toneladas de material. 

Esse enorme equipamento de mineração exibe pneus igualmente imensos, alguns chegam a medir mais de 4 metros de altura. O caminhão fora de estrada é ideal para o transporte de cargas pesadas e oferece excelente custo operacional. 

O equipamento é frequentemente utilizado em pedreiras e em mineradoras, no entanto, também se mostra muito eficiente em projetos da construção civil, uma vez que torna o trabalho mais ágil e garante a diminuição do tempo de execução da obra.

A estrutura do equipamento é reforçada, de modo a proporcionar durabilidade, resistência e ciclos de trabalho curtos.

Quer saber mais sobre o assunto? Nesse post vamos explicar quando utilizar o caminhão fora de estrada e como combinar esse equipamento com as demais máquinas da mineradora. Vamos lá? Acompanhe!

Caminhão fora de estrada: transporte de carga pesada

Caminhão fora de estrada: transporte de carga pesada

A maioria das mineradoras brasileiras opera com caminhões capazes de suportar cargas de até 240 toneladas. No entanto, existem equipamentos bem mais robustos, que podem suportar cargas de até 400 toneladas. 

Para que as empresas do setor possam trabalhar com equipamentos maiores, é preciso investir na melhoria da estrutura das oficinas e em componentes de manutenção apropriados. Além disso, todas as rotas de tráfego das mineradoras precisarão ser reestruturadas para que possam comportar caminhões maiores sem afetar a produtividade.

Investimentos necessários

Pequenas mineradoras ou pedreiras também precisam adaptar suas vias de circulação interna para que possam comportar caminhões fora de estrada, mais robustos em suas instalações – as rotas devem passar a exibir curvas mais abertas e traçados menos sinuoso.

A oficina e a borracharia também devem ser capazes de comportar estruturas de grande porte e caçambas totalmente basculadas, para que não seja necessário realizar a manutenção a céu aberto. A altura do despejo do britador também deve ser modificada para comportar a movimentação do caminhão fora de estrada.

Também é preciso observar que o equipamento usa óleo diesel como combustível, um componente que causa um grande impacto no orçamento das empresas. Diferentes fatores podem influenciar no consumo do diesel, como a perícia dos operadores, a condição e o traçado das vias de acesso à mina.

As condições climáticas como chuvas ou neblina em excesso também devem ser levadas em conta na equação.

Formas de otimizar o consumo de diesel

As formas de otimizar o consumo de diesel incluem modelos matemáticos que traçam rotas que eliminem paradas desnecessárias durante o carregamento ou descarregamento dos caminhões e desenhem a menor rota para a realização do trabalho.

Outro ponto que é preciso observar: veículos que ficam parados em marcha lenta gastam combustível sem necessidade, essa situação, portanto, deve ser revista para diminuir o custo operacional da empresa. 

Equipamentos combinados

Também conhecido como caminhão articulado, o caminhão fora de estrada é usado, principalmente, por empresas de mineração ou em projetos de construção nos quais grandes quantidades de agregados precisam ser transportados em um pequeno espaço de tempo. 

Seu tamanho e capacidade o torna ideal para o transporte fora de estrada, ou seja, para transportar cargas em terrenos acidentados, íngremes, desérticos e sem pavimentação. Por outro lado, o equipamento não deve ser utilizado em estradas ou em áreas urbanas. O seu uso também não é indicado para transportar cargas por longas distâncias.

É possível incorporar o caminhão fora de estrada a frota de caminhões rodoviários de uma mineradora. Nesse caso, será preciso dimensionar corretamente os modelos de escavadeira e de pá carregadeira que irão trabalhar com os novos equipamentos.

O ideal é que cada caminhão fora de carga opere com o auxílio de cinco caçambas, fórmula que evitará que os equipamentos permaneçam ociosos por longos períodos. 

A combinação de diferentes veículos garantirá, portanto, a racionalização da produção. 

Caminhão fora de estrada x rodoviário

Uma empresa que possua uma frota composta exclusivamente por caminhões rodoviários adaptados para carregar minério deve observar que, mesmo quando reforçado, esse equipamento não possui a robustez necessária para operar em grandes mineradoras.

Um caminhão rodoviário forçado além do limite poderá sofrer sérios danos estruturais, o que pode fazer com que o equipamento pare de funcionar. Além disso, esses caminhões têm ciclos de trabalhos mais longos já que demoram mais para descarregar e são pouco eficientes quando precisam operar em áreas em declive.

Isso ocorre porque esse modelo de caminhão não foi projetado para operar em áreas de mineração e não possui grande capacidade de carga. 

Outro ponto merece destaque: empresas que operam com veículos rodoviários precisam de mais operadores, o que acaba encarecendo a obra, já que nesse caso, a mineradora precisará arcar com o aumento dos custos trabalhistas. Mais funcionários precisam de uma maior infraestrutura, o que levará a empresa a construir mais alojamentos, banheiros e refeitórios para abrigar os operadores. 

Além de refletir no aumento da folha de pagamento, um número maior de caminhões em atividade pode gerar mais acidentes. Também demanda de um suporte logístico maior, uma vez que há mais veículos em atividade. 

Outro problema ocorre devido ao estoque de peças, que precisa ser elevado para conseguir abastecer um número significativo de caminhões. 

A situação muda consideravelmente quando a mineradora opta por investir em caminhões fora de estrada. Um único equipamento desses equivale a cinco caminhões rodoviários, o que permite reduzir substancialmente o quadro de funcionários e o número de equipamentos como escavadeiras e pás carregadeiras. 

Resistência à pressão de carga

O caminhão fora de estrada é fabricado para suportar grande pressão de carga – seus componentes são fundidos e não soldados. Isso elimina a necessidade de troca de peças, o que garante a continuidade da produção e a redução de custos ligados à manutenção do equipamento. 

O raio de giro do caminhão fora de estrada é idêntico ao do caminhão rodoviário modificado, o que torna o equipamento fácil de manobrar. Esse equipamento conta ainda com acumuladores hidráulicos nas linhas de freio, sistema de segurança que permite que o mecanismo seja acionado caso o motor falhe, o que evita acidentes.

Eficiência energética

Um estudo recente do Current Surface Mining Techniques avaliou a eficiência energética do caminhão fora de estrada e conclui que o equipamento usa apenas 40% da sua energia para mover cargas pesadas. Os 60% restantes são usados, portanto, para mover o próprio caminhão.

Já segundo a dissertação de mestrado de Thiago Borges, aluno da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP -, a energia gasta pelo caminhão fora de estrada pode ser dividida igualmente: 50% para mover a carga e 50% para mover a sua própria estrutura.

Isso quer dizer que o equipamento se tornará mais eficiente à medida que o seu peso for reduzido e a sua capacidade de carga útil aumente. 

Os estudos apontam que investir no uso de novos materiais pode ser a solução para esse problema. A indústria aeronáutica serve como exemplo – o 787 Dreamliner, da Boing, exibe diferentes compósitos em sua estrutura, o que tornou a aeronave substancialmente mais leve. 

Já o Airbus A350 XWB foi construído com fuselagem e asas de fibra de carbono. Esse investimento valeu a pena: a redução de cada quilograma no peso da aeronave permite uma economia de cerca de U$ 1 milhão em custos ao longo do ciclo de vida do avião. O uso de materiais compósitos ou de fibras artificiais é capaz de tornar uma aeronave até 20% mais leve.

Articulados x rígidos

Existem dois modelos de caminhões fora de estrada: caminhões de chassi rígido e caminhões de chassi articulado. 

Os caminhões com chassi rígido apresentam melhor desempenho e ciclos mais curtos em áreas de mineração ou pedreiras, com vias de circulação bem conservadas. O modelo possui tração nas rodas traseiras e pode ser usados em indústrias, em projetos de construção de infraestrutura e, até mesmo, em áreas de extração subterrânea de minério de ferro.

Os caminhões de chassi articulado são indicados para empresas de mineração que operam em condições climáticas adversas, locais de solo borrachudo ou sem sustentação. 

Como esses caminhões possuem tração nas quatro rodas e, por isso, também são indicados para mineradoras que contam com vias de acesso mal conservadas, uma vez que esse equipamento é capaz de subir encostas bastante íngremes, que apresentam em torno de 35% de aclive.

Uso do caminhão fora de estrada no Brasil

No Brasil, a utilização do caminhão fora de estrada é restrita ao setor da mineração. No entanto, esse equipamento se mostra bastante útil em pedreiras e em minas de cimento de grande ou de pequeno porte.

Nesses locais, o aumento do tamanho das escavadeiras e das pás carregadeiras deve ser acompanhado do uso de caminhões de maior porte, o que torna modelos de 50 a 60 toneladas bastante requisitados. Esses caminhões são fáceis de operar e tornam o trabalho mais ágil. 

Em países como os Estados Unidos e o Canadá, o uso desse modelo de caminhão pode ser observado em grandes projetos da construção civil o que garante agilidade e a possibilidade de diminuir o tempo de execução da obra. 

Caminhões autônomos

Algumas empresas de mineração já operam com caminhões fora de estrada autônomos em regiões de condições climáticas severas, ou seja, com chuvas ou neblina em excesso.

Nesses locais, caso o veículo fosse operado por motoristas, o trabalho poderia ser interrompido constantemente devido à falta de segurança uma vez que é preciso ter boa visibilidade para operar equipamentos tão pesados.

Obviamente, um caminhão autônomo trabalha sem o operador. O trajeto que deverá ser percorrido pelo equipamento é programado no sistema eletrônico e alimentado pelo mapa do percurso. Esse veículo inteligente possui sensores capazes de reduzir ou aumentar a velocidade de acordo com as necessidades da rota.

O sensor permite ainda que o veículo paralise suas operações caso algum obstáculo surja a sua frente. O sistema de segurança é capaz de detectar tanto objetos de maior porte como veículos, rochas e equipamentos até animais e pessoas que passam pela via. 

Além disso, caminhões autônomos são capazes de mudar de marcha e reduzir ou aumentar a sua velocidade conforme a necessidade, o que acaba por reduzir o consumo de combustível. Alguns modelos possuem cabine e podem ser operados manualmente, enquanto outros podem ser controlados por meio do controle remoto, o que permite alterar a rota ou direcionar o caminhão para a oficina, por exemplo.

Esses veículos inteligentes são capazes, portanto, de oferecer soluções de segurança e disponibilidade de mão de obra para mineradoras e pedreiras que operem em locais remotos e sem infraestrutura adequada.

No Brasil, algumas empresas de mineração adquiriram recentemente alguns caminhões fora de estrada controlados apenas por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial.

A adoção de veículos tem influência no aumento da produtividade e na redução de custos. De fato, em Bracuru, uma mina da Vale, no estado de Minas Gerais, entre os meses de abril e maio a carga transportada saltou de 853 para 866 toneladas por hora, e a velocidade dos caminhões aumentou de 22,9 para 23, 9 km/h. 

Além disso, a operação autônoma pode aumentar a vida útil do veículo em até 15%. Como o desgaste das peças é menor e o consumo de combustível é reduzido, os custos com manutenção podem ser reduzidos em até 10%. 

Manutenção x Calibragem

Manutenção x Calibragem

Manutenção

Como foi dito acima, o caminhão fora de estrada foi projetado para trabalhar em conjunto com os demais equipamentos e máquinas presentes em uma mineradora, como pás carregadeiras e escavadeiras, por isso, apresenta uma caçamba bastante elevada em relação ao solo.

Essa especificidade do projeto diminui o impacto quando o minério é despejado, o que evita quebras e aumenta a vida útil do equipamento. 

Embora o caminhão fora de estrada seja robustos é preciso observar o calendário de manutenção preventiva do equipamento, que deve receber o mesmo cuidado que os caminhões rodoviários e que os demais equipamentos da mina. 

Essas máquinas de grande porte possuem sistemas de lubrificação centralizada, o que permite que todas as partes do sistema recebam a dosagem correta de graxa, o que elimina a necessidade de manutenção constante.

Para garantir a durabilidade dos componentes, é preciso observar as especificidades descritas no manual de manutenção e operação quanto a necessidade ou não da troca de óleo.

Calibragem

Caso o caminhão fora de estrada rode com pneus descalibrados, a sua temperatura poderá se elevar bastante. Como resultado, a lona que constitui a carcaça do pneu poderá se descolar, causando a depreciação do material.

O veículo possui seis pneus, sendo dois dianteiros e quatro traseiros. Cada um desses pneus tem custo médio de R$ 35 mil e vida útil de 5 a 6 mil horas, dependendo das condições de rodagem da estrada, da habilidade do operador e da abrasividade de cada solo.

Garantir a durabilidade dos pneus permitirá, portanto, que a sua empresa de mineração não desperdice, inclusive, horas de trabalho com a troca desses equipamentos. 
Agora que você sabe quando utilizar um caminhão fora de estrada, já pode entrar em contato com a Sany Centro Oeste! Aqui você encontra as máquinas com melhor custo-benefício, peças genuínas e manutenção de alta qualidade. Estamos à disposição para tirar suas dúvidas! Agradecemos sua confiança!

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